Brasil tem excesso de energia limpa e demanda bilionária por térmica. Mas há risco de apagão?

Brasil tem excesso de energia limpa e demanda bilionária por térmica. Mas há risco de apagão?

O Brasil precisa tomar decisões importantes em 2026 para evitar novos apagões, após registrar dois grandes nos últimos três anos. O principal problema é um descasamento entre geração e consumo: sobra energia limpa (solar, eólica e hidrelétrica) em certos momentos, mas falta geração despachável nos horários de pico.

A expansão da geração distribuída (painéis solares em residências e empresas), que chegou a 43,5 GW em 2025, é um desafio extra: essa energia não é controlada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), o que dificulta o equilíbrio da rede. Em agosto de 2025, no Dia dos Pais, o sistema quase entrou em colapso por excesso de geração e baixa demanda.

As soluções apontadas incluem maior controle da geração distribuída, expansão da transmissão, armazenamento em baterias, atração de data centers para aumentar o consumo e leilões de reserva de capacidade previstos para março de 2026.

Apesar dos riscos, especialistas consideram improvável um racionamento como o de 2001, já que a matriz elétrica brasileira hoje é muito mais diversificada, com eólica, solar, térmica e hidrelétrica.

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